domingo, 23 de agosto de 2009

jeitinho francês

Quem pensa no "jeitinho" como exclusividade brasileira não tem acompanhado a globalização.
Brincadeiras a parte, não vi malandragem - aquilo que nos leva para trás - e sim uma vontade de ajudar o próximo através da flexibilidade.

Alguns trens europeus solicitam reserva de assento, no entanto esta procura aumenta muito na iminência de uma greve. Os atendentes sensibilizados me orientaram a embarcar e falar com o controlleur (aquele funcionário que confere e valida as passagens). Nem precisei gastar meu francês: olhando para o Europass, ele logo imaginou que a turista desconhecesse o procedimento e cobrou a reserva na hora - um pouco mais cara, mas sem multas absurdas.

Claro que isso foi possível graças ao comportamento local que ainda não foi tomado pela cultura de levar vantagem. Já existem catracas nos meios de transporte municipais, mas se mantêm a fé e o respeito entre as pessoas.

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